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Luta biológica contra pragas na canábis

A luta biológica contra pragas na marijuana é uma forma natural de controlar insetos prejudiciais através da utilização de outros organismos benéficos. Em vez de aplicar pesticidas químicos, introduzem-se predadores naturais capazes de se alimentar de pragas comuns, como o aranhiço-vermelho ou o tripes, ajudando a manter o cultivo mais equilibrado e reduzindo o impacto sobre a planta.

Este método revela-se especialmente interessante em cultivos onde se procura uma produção mais limpa, sem resíduos químicos e com uma maior qualidade final. Além disso, pode ser uma alternativa muito eficaz quando certas pragas se tornaram mais resistentes devido ao uso repetido de inseticidas convencionais.

O que é a luta biológica no cultivo de marijuana?

A luta biológica consiste em introduzir insetos ou ácaros benéficos que se alimentam das pragas presentes no cultivo. Cada espécie atua contra um problema concreto, pelo que é importante escolher o organismo adequado segundo o tipo de praga, a dimensão do cultivo e o nível de infestação.

Embora possa ser uma opção mais dispendiosa do que outros tratamentos, em muitos casos o controlo biológico é uma das soluções mais respeitadoras e eficazes, sobretudo quando se pretende evitar o uso de produtos químicos em fases sensíveis do cultivo.

Na GB encontrará diferentes espécies de insetos benéficos para combater pragas específicas de forma natural e controlada.

Como realizar uma largada de insetos benéficos

Para aplicar corretamente este tipo de tratamento, o habitual é distribuir o conteúdo do frasco de forma progressiva. Este será aplicado sobre as folhas ou em pontos concretos do cultivo, seguindo sempre a dose recomendada para cada produto.

Por exemplo, se um frasco contém 5000 unidades e a dose indicada é de 2000 a 2500 por m², deverá utilizar-se aproximadamente metade do frasco por cada metro quadrado de cultivo.

O ideal é distribuí-los em pequenos grupos sobre as folhas, evitando zonas onde o ventilador incida diretamente, já que poderiam cair ao solo antes de se instalarem corretamente na planta. Uma vez libertados, os insetos benéficos deslocar-se-ão pelo cultivo em busca de alimento.

Phytoseiulus persimilis contra o aranhiço-vermelho

O Phytoseiulus persimilis é um dos predadores naturais mais utilizados para combater o aranhiço-vermelho na marijuana. Trata-se de um ácaro predador de cor avermelhada que se alimenta de aranhiços-vermelhos adultos, ovos e larvas.

Ao contrário do aranhiço-vermelho, que se alimenta dos fluidos das folhas, o Phytoseiulus persimilis atua diretamente sobre a praga, ajudando a reduzir a sua população de forma natural. É especialmente útil quando o aranhiço-vermelho já está instalado no cultivo, já que necessita de alimento para sobreviver e se reproduzir.

Um dos seus pontos fortes é a sua grande voracidade. Cada exemplar pode chegar a consumir vários aranhiços-vermelhos adultos por dia ou um número elevado de ovos e larvas, o que o torna uma ferramenta muito eficaz quando as condições são adequadas.

No entanto, para que funcione corretamente necessita de uma humidade relativa superior a 40 %, já que em ambientes demasiado secos pode ter mais dificuldades em sobreviver. Por este motivo, convém controlar bem as condições do cultivo antes e depois da largada. Cada frasco pode cobrir aproximadamente umas 40 plantas em interior ou entre 3 e 4 plantas em exterior, dependendo sempre do tamanho dos exemplares e do nível de praga.

O Phytoseiulus Permisilis a demonstrar o seu combate biológico contra pragas na canábis

Amblyseius californicus contra o aranhiço-vermelho

O Amblyseius californicus é outro ácaro predador muito utilizado na luta biológica contra o aranhiço-vermelho. Tem um aspeto translúcido e alimenta-se de ovos, larvas e exemplares jovens desta praga.

A sua principal vantagem é que tolera melhor as temperaturas elevadas e as humidades baixas. Motivo pelo qual resulta especialmente interessante em cultivos de interior onde o ambiente pode ser mais seco ou quente.

Ao contrário do Phytoseiulus persimilis, é de cor transparente e não é tão agressivo perante infestações avançadas. Recomenda-se utilizá-lo de forma preventiva ou assim que se detetem os primeiros sinais de aranhiço-vermelho. Se a praga já estiver muito estendida, pode não ser suficiente por si só.

Cada frasco contém aproximadamente 5000 unidades entre adultos, larvas e ovos. A dose habitual costuma situar-se entre 2000 e 2500 unidades por m², embora convirja sempre adaptar a aplicação ao estado real do cultivo.

O Amblyseis Californicus a demonstrar a sua luta biológica contra pragas na canábis

Orius laevigatus contra tripes

O Orius laevigatus é um inseto predador muito eficaz contra pragas de tripes na marijuana. Trata-se de um pequeno inseto alado, de cerca de 3 a 5 mm, com corpo escuro e um aparelho bucal em forma de bico que utiliza para perfurar as suas presas e alimentar-se delas.

A sua ação é especialmente interessante porque pode atacar distintas fases do trip e deslocar-se pelo cultivo em busca de focos ativos. Os adultos são bons rastreadores e costumam localizar as zonas onde há maior concentração de praga para se alimentarem com maior eficácia.

Quando encontra uma presa, segura-a com as suas patas dianteiras, introduz o seu bico e absorve o seu conteúdo, deixando apenas o exoesqueleto. Além disso, se dispuser de alimento suficiente, pode reproduzir-se dentro do cultivo, ajudando a manter o controlo da praga durante mais tempo.

O Orius laevigatus pode utilizar-se tanto em cultivos de interior como de exterior. Antes de realizar a largada, é recomendável colocar armadilhas cromáticas azuis para reduzir parte da população adulta de tripes e detetar melhor a pressão da praga.

No caso de ter aplicado previamente algum tratamento inseticida compatível, convém deixar passar o tempo indicado antes de introduzir os insetos benéficos, para evitar danificar a população de Orius. A dose orientativa costuma ser de cerca de 100 unidades por m², e cada frasco inclui aproximadamente 500 indivíduos entre adultos, larvas e ovos.

O Orius Laevigatus a demonstrar a sua luta biológica contra pragas na canábis

Vantagens da luta biológica na marijuana

A luta biológica permite controlar pragas de forma mais natural e respeitadora com o cultivo. Ao não depender unicamente de pesticidas, reduzem-se os resíduos sobre a planta e favorece-se um ambiente mais equilibrado.

Entre as suas principais vantagens destacam-se:

  • Ajuda a combater pragas como o aranhiço-vermelho e tripes de forma natural.
  • Reduz a necessidade de aplicar inseticidas químicos.
  • É uma opção interessante para cultivos em fases sensíveis.
  • Pode utilizar-se em interior e exterior, segundo a espécie escolhida.
  • Favorece uma produção mais limpa e respeitadora com a planta.

Quando convém usar insetos benéficos?

A luta biológica pode utilizar-se de forma preventiva ou como tratamento perante uma praga já detetada, dependendo da espécie escolhida.

O Amblyseius californicus, por exemplo, funciona melhor quando o aranhiço-vermelho acaba de aparecer ou quando o cultivo é propenso a sofrer este problema. Em contrapartida, o Phytoseiulus persimilis é mais adequado quando a praga já está presente e necessita de um controlo mais direto. Para tripes, o Orius laevigatus é uma das opções mais completas pela sua capacidade de busca e predação.

A chave está em atuar a tempo. Quanto mais cedo se detetar a praga e se introduzir o predador adequado, mais possibilidades haverá de controlar o problema sem recorrer a tratamentos agressivos.

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Combate as pragas de forma natural

Se queres proteger as tuas plantas sem recorrer a pesticidas químicos, a luta biológica contra pragas na marijuana é uma alternativa eficaz, limpa e respeitadora com o cultivo. Escolher o inseto benéfico adequado pode marcar a diferença entre uma praga difícil de controlar e um cultivo saudável, equilibrado e com melhor qualidade final.

Na GB encontrarás diferentes soluções de luta biológica para combater pragas comuns como o aranhiço-vermelho ou o trip de forma natural e eficaz.

FAQs sobre luta biológica contra pragas na marijuana

É possível combinar vários insetos benéficos no mesmo cultivo?

Sim, em alguns casos podem combinar-se diferentes predadores naturais, desde que estejam orientados a pragas distintas ou sejam compatíveis entre si. Por exemplo, pode fazer sentido usar um organismo contra o aranhiço-vermelho e outro contra tripes se ambas as pragas estiverem presentes. Ainda assim, convém evitar misturas sem critério, já que algumas espécies podem competir entre elas ou não se adaptar da mesma forma às mesmas condições ambientais.

Quanto tempo demora a notar-se o efeito da luta biológica?

Não costuma ser um efeito imediato como o de alguns inseticidas de choque. A luta biológica necessita de alguns dias para que os predadores se instalem, localizem a praga e comecem a reduzir a sua população. Em infestações leves pode apreciar-se uma melhoria progressiva, enquanto que em pragas avançadas pode ser necessário reforçar a largada ou combiná-la com outras medidas compatíveis.

Posso usar insetos benéficos durante a floração?

Sim, a luta biológica pode ser muito útil durante a floração, especialmente porque permite reduzir o uso de produtos químicos sobre as flores. Ainda assim, há que aplicar os insetos com cuidado, evitar excesso de humidade e assegurar-se de que o predador escolhido seja adequado para essa fase do cultivo e para a praga concreta.

O que acontece se não houver praga suficiente para que se alimentem?

Se não encontrarem alimento suficiente, muitos insetos ou ácaros benéficos podem deslocar-se, reduzir a sua atividade ou morrer com o passar dos dias. Por isso, algumas espécies funcionam melhor como tratamento quando a praga já está presente, enquanto outras podem utilizar-se de forma preventiva se tolerarem melhor a falta de alimento ou se mantiverem durante mais tempo no cultivo.

Podem usar-se pesticidas depois de largar insetos benéficos?

Não é recomendável aplicar pesticidas convencionais logo após uma largada, já que poderiam matar também os organismos benéficos. Se for necessário tratar o cultivo, convém usar produtos compatíveis com fauna auxiliar e respeitar os prazos antes de introduzir novos predadores. O ideal é planear bem o tratamento para não eliminar a população benéfica que se acabou de libertar.


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Erik Collado Vidal

Con más de 10 años de experiencia en la industria del cannabis, sus experiencias y aprendizaje son la base del éxito de GB The Green Brand.

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