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A canábis e a lua

A canábis e a lua levam anos a protagonizar uma daquelas conversas que regressam sempre ao mundo do cultivo. Se cultiva há algum tempo, de certeza que já ouviu dizer que “é melhor germinar em quarto crescente” ou “eu, em quarto minguante, prefiro não tocar em nada”. É um daqueles temas que acabam sempre por surgir. Não importa se está a falar de quando e como germinar sementes, de regas ou de quando transplantar, porque, no final, alguém acaba por trazer à baila o assunto da lua.

E tem a sua lógica. Cultivar a olhar para o calendário lunar não é algo novo nem uma moda estranha de agora. Isto anda há anos e anos pelo mundo do cultivo, da horta e da jardinagem. Há pessoas que o seguem muito, pessoas que só lhe deitam um olho de vez em quando e pessoas que ignoram completamente. Mas que existe, existe.

E de onde vem esta relação entre a canábis e a lua?

Pois, de uma ideia bastante antiga: que a lua, tal como influencia outros ritmos da natureza, também pode ter algo a ver com as plantas. A partir daí, muitas pessoas começaram a reparar no que acontecia se semeassem numa fase, transplantassem noutra ou colhessem num momento concreto.

Planta de canábis sob a lua cheia, que ilustra a relação entre a canábis e a lua

Com a canábis acontece o mesmo. Há cultivadores que se guiam um pouco por aí há anos e dizem que notam a diferença. Não é um milagre nem nada do género, mas sim uma ajuda extra para organizar certas tarefas. A relação entre canábis e lua continua a despertar curiosidade porque mistura tradição, observação e experiência pessoal.

A grande dúvida: isto funciona mesmo ou é mais um hábito do que outra coisa?

Pois, depende um pouco de com quem fala.

Há quem lhe diga que sim, que se nota e que faz isto assim há bastante tempo. E depois há quem pense que tudo bem, que pode ter a sua parte curiosa, mas que se o cultivo estiver mal gerido, a lua que tiver por cima é exatamente igual.

E, sendo sinceros, isso também é verdade. Porque se falhar no que é importante, a lua não vai resolver nada. Se regar mal, se o substrato não estiver bom, se a planta estiver debilitada ou se o ambiente estiver mediano, não há calendário lunar de cultivo que o salve.

Agora, outra coisa é que muitas pessoas gostam de o usar como apoio. E aí sim, faz bastante sentido.

Fique com isto

A lua não vai salvar um cultivo mal gerido, mas é uma referência que muitas pessoas continuam a usar para organizar tarefas, observar melhor as plantas e cultivar com um pouco mais de intenção.

Por que tantos cultivadores continuam a olhar para o calendário lunar

Porque, no final, cultivar também passa um pouco por apanhar ritmos. Nem tudo é medir, corrigir e seguir em frente. Também há uma parte de observação, de hábito e de fazer as coisas com um pouco mais de carinho.

Para muitas pessoas, olhar para a lua serve precisamente para isso. Para não andar sempre com o piloto automático ligado. Para parar um segundo e dizer: “ok, vou fazer isto agora, não só porque hoje me dá jeito, mas porque quero seguir uma ordem ou uma lógica”.

E embora depois cada um faça como quiser, essa forma de cultivar tem o seu encanto.

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O que as pessoas costumam pensar sobre as fases lunares

Aqui cada um tem a sua técnica, mas há ideias que se repetem muito. A lua crescente costuma associar-se a momentos mais ativos, de maior impulso, de crescimento para cima. A minguante, pelo contrário, costuma relacionar-se com uma etapa mais tranquila ou mais contida.

germinação, fase que costuma ser associada à fase lunar da lua cheia

Depois há a lua cheia, a lua nova e todas essas interpretações que muitas pessoas seguem bastante de perto. Mas, para além de aprender que fase se usa para cada coisa, o importante é entender que muitas pessoas a utilizam como uma espécie de guia para não fazer todas as tarefas à sorte.

O que há de bom nesta abordagem entre lua e canábis

Que o obriga a observar um pouco mais. E isso, no cultivo, quase nunca é demais.

Às vezes não é tanto que a lua faça algo espetacular, mas sim que você, pelo simples facto de prestar mais atenção, acaba por trabalhar melhor. Fica mais atento à planta, escolhe melhor quando lhe tocar e não faz tudo por pura rotina.

Por isso este tema continua tão vivo. Porque a alguns funciona, outros gostam e, embora nem toda a gente o leve tão a sério, quase todos entendem por que continua a existir.

Também não é preciso exagerar

Isso também tem de ser dito. Uma coisa é gostar de seguir o calendário lunar e outra é pensar que, por o fazer, vai ter uma colheita incrível, aconteça o que acontecer.

Não é assim. Canábis e lua não vão andar unidas até ao fim por si sós. A lua pode ser uma ajuda, um hábito ou uma forma de se organizar, mas não substitui o básico. Se o cultivo corre bem, ótimo, pode ser um extra que gosta de ter em conta. Se o cultivo corre mal, não o vai resolver.

Se lhe interessa ver o que diz a ciência sobre a influência da lua nas plantas, há fontes que o analisam com bastante calma e deixam claro que a tradição existe, mas que a evidência sólida continua a ser limitada.

Então, vale a pena?

Pois olhe, se lhe chama a atenção, sim. Mesmo que seja apenas para experimentar a relação entre canábis e lua e ver como se sente a trabalhar assim.

Não é preciso encará-lo como uma verdade absoluta nem como uma norma obrigatória. Pode simplesmente usá-lo como orientação, ir vendo como o seu cultivo responde e tirar as suas próprias conclusões. Sem ficar obcecado e sem fazer de cada fase lunar um ritual.

Cultivador sob a lua cheia e rodeado de plantas de canábis, ilustrando a relação que existe entre a canábis e a lua

O assunto da canábis e da lua continua a surgir uma e outra vez porque é um daqueles temas que fazem parte do cultivo há muito tempo. Alguns seguem-no bastante, outros apenas um pouco e outros nada de nada, mas quase toda a gente já ouviu falar dele alguma vez.

E, no final, para além de acreditar mais ou menos nisso, o que tem de interessante é que o convida a cultivar com um pouco mais de atenção e menos por inércia. E só por isso, já tem a sua graça.

FAQs sobre canábis e lua

Faz sentido seguir a lua se cultivar no interior?

Pode fazer sentido se o ajudar a organizar tarefas e a gerir o cultivo com mais ordem, mas no interior o controlo da luz, clima e fotoperíodo pesa muito mais do que qualquer referência lunar. Por isso, há pessoas que a usam apenas como apoio e outras que simplesmente não a têm em conta.

É possível combinar o calendário lunar com uma tabela de cultivo normal?

Sim, sem problema. De facto, muitas pessoas que olham para a lua não deixam de usar o seu calendário de regas, fertilizações ou transplantes. Uma coisa não exclui a outra: a tabela marca a gestão do cultivo e a lua, se quiser, serve como referência extra para decidir o momento.

Qual é o erro que a maioria das pessoas comete quando começa a olhar para a lua?

Pensar que, por seguir uma fase concreta, já está tudo feito. O erro mais habitual não costuma ser olhar para a lua, mas sim dar-lhe mais importância do que ao básico. Se o ambiente, a rega ou a nutrição não estiverem bem ajustados, o calendário lunar não o vai compensar.

Como se pode experimentar esta abordagem sem complicar demasiado?

A forma mais simples é escolher uma ou duas tarefas concretas e observar. Por exemplo, usar a lua como apoio para decidir quando germinar ou transplantar, sem transformar todo o cultivo num ritual. Assim, pode ver se se adapta a si sem ficar sobrecarregado nem mudar tudo de uma vez.

Este tema interessa mais a cultivadores novatos ou a quem já tem experiência?

Pode chamar a atenção de ambos, mas normalmente quem mais o desfruta é quem já passou a fase de aprender o básico e começa a olhar para detalhes da gestão. Quando já controla o importante, é mais fácil que lhe apeteça experimentar este tipo de referências e tirar as suas próprias conclusões.

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Erik Collado Vidal

Con más de 10 años de experiencia en la industria del cannabis, sus experiencias y aprendizaje son la base del éxito de GB The Green Brand.

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