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LST (low stress training): técnica de cultivo de canábis

Neste artigo, falaremos sobre a técnica de cultivo de canábis LST – Low Stress Training, com a qual se consegue anular a estrutura em forma de pinheiro e a dominância apical que a planta de marijuana possui. Este método oferece resultados muito bons, submetendo as plantas a um stress mínimo. Ao contrário do que acontece com outras técnicas, esta não necessita de podas nem de cortes de ramos, reduzindo ao mínimo o stress sofrido pelas plantas.

Em que consiste a técnica LST e como se realiza

A técnica LST, ou Low Stress Training, consiste em dobrar a ponta ou caule principal da planta e atá-la, com a intenção de que cresça e permaneça na horizontal e à mesma altura que os ramos secundários. Isto favorece um crescimento e desenvolvimento de todos os ramos por igual e uma receção da luz mais uniforme, ao mesmo tempo que permite manter o controlo da altura.

Durante o desenvolvimento da planta, a ponta apical voltará a endireitar-se e será necessário repetir o processo. Dobra-se e ata-se cuidadosamente para que permaneça à mesma altura que os restantes ramos. Quando se cultiva em vasos, pode fazer-se um pequeno furo numa das esquinas da parte superior do mesmo, passar uma braçadeira e prender o caule principal previamente dobrado. Uma vez que a planta cresça e se endireite, adotando a sua forma natural, será necessário repetir o processo anterior na esquina contígua, de forma a que a planta, no final, tenha rodeado o vaso completamente, desenvolvendo muitos ramos secundários. Estes ficam todos na vertical, formando um manto uniforme de pontas nas quais crescerão os preciosos botões, algo visualmente parecido a um ramo de tulipas.

Podem utilizar-se tutores presos ao substrato nas esquinas dos vasos, que depois nos servirão para ir atando os ramos e dar à planta a forma que nos interessa.

Também podemos ajudar-nos de cordas com peso numa extremidade para, cuidadosamente, atar o caule principal à outra extremidade e mantê-lo dobrado. A operação repetir-se-á tantas vezes quantas forem necessárias com a intenção de manter uma altura uniforme na totalidade da planta. Este tipo de treino é muito utilizado no bonsai weed.

Que benefícios traz a técnica LST?

LST en interior

Se a técnica LST for realizada corretamente, colher-se-ão flores de um tamanho uniforme, maximizando a produção da variedade ao conseguir que não existam partes baixas na planta, mas que toda ela receba luz por igual, formando boas flores por toda a folhagem. Outra das vantagens de realizar cultivos LST é que todas as flores estarão no ponto ótimo de maturação no mesmo dia, permitindo colher a planta de uma só vez em vez de ter de realizar a colheita por partes, ou ter flores com diferentes graus de maturação.

O processo LST convém ser iniciado durante os primeiros estádios do período vegetativo, quando os caules são tenros e se podem guiar com facilidade.

Esta técnica permite realizar cultivos mais discretos, já que em alguns locais protegidos por muros é possível manter uma altura inferior a estes, diminuindo a exposição aos ventos e aos olhares dos curiosos.

Por sua vez, em cultivos de guerrilha, permite não superar a altura da vegetação da zona, tornando-os mais discretos, já que se associa de maneira subconsciente a estrutura de uma planta de marijuana à de uma árvore de Natal.

Coisas a ter em conta ao realizar a técnica LST

Aconselha-se utilizar braçadeiras e cordas de fixação específicas de jardinagem, já que se utilizar fio de pesca, corda fina ou similar, é muito provável acabar por estrangular os caules e obter resultados contraproducentes. Por isto, as fixações ao caule devem ser feitas com laços que deixem folga, não com nós que estrangulem. Neste sentido, é conveniente ir revendo os apertos nos caules periodicamente, já que o caule e os ramos acabam por ganhar bastante espessura e é fácil que, durante o decorrer do cultivo, algum dos nós acabe por apertá-los mais do que o devido.

lst plantulas jovenes

LST é uma técnica que convém começar a realizar quando as plântulas são jovens e os caules se moldam com facilidade. Se se tentar realizar a técnica com exemplares adultos, é muito fácil acabar por partir algum ramo. Se se quiser aplicar esta técnica em plantas avançadas, deve repartir-se o trabalho por vários dias, exercendo pouca força e de maneira progressiva. Por exemplo, se precisar de dobrar um caule principal 70º, pode atá-lo com uma corda e inclinar a planta 10º. Ao fim de 2 dias, repetir o processo e ir vendo a evolução, de forma a que em 10 a 15 dias se consiga dobrar uma planta sem a partir e ir dando-lhe forma ou reduzindo a sua altura vertical.

O LST é uma técnica de exterior ou de interior?

Como a maioria das técnicas, o LST pode ser aplicado tanto em interior como em exterior, oferecendo em cada ambiente vantagens diferentes.

Em interior, pode abranger-se mais área de cultivo com um menor número de plantas. Em contrapartida, é necessário dizer que, para realizar a técnica LST, será necessário despender mais tempo na fase vegetativa.

O LST ou (Low Stress Training) permite cultivar variedades com muito vigor em locais com uma altura determinada, como é o caso de algumas sativas que, durante o período de floração, dão um estirão considerável.

Permite-nos moldar plantas-mãe otimizando o espaço e conseguindo uma grande quantidade de gomos para realizar estacas, a partir de um único exemplar.

Em exterior, graças à técnica LST, podem realizar-se cultivos em varandas ou terraços de uma forma mais discreta, já que se controla a altura das nossas plantas. Por sua vez, permite realizar cultivos de guerrilha de uma maneira mais discreta.

Favorece as colheitas uniformes, reduz o risco de ataques de fungos e apodrecimentos por repartir a colheita em botões de volume médio, evitando flores excessivamente volumosas que tendem a sofrer este tipo de problemas.

Em exterior, não existe qualquer contraindicação considerável à realização da técnica LST.

Perfil de variedades que melhor se adaptam à técnica LST

O LST pode ser realizado em todo o tipo de variedades, incluindo as autoflorescentes. No entanto, as variedades que melhor se trabalham sob a técnica LST são aquelas que desenvolvem uma multidão de ramos laterais, já que em genéticas muito monocolunares convém trabalhar outras técnicas de cultivo tipo S.O.G.

Miracle Alien Cookies LST

Algumas variedades idóneas para utilizar e praticar o LST:

  • Miracle Alien Cookies (MAC) do banco de sementes GB Strains. Uma variedade híbrida com predominância sativa que mostra um forte vigor e desenvolvimento tanto dos ramos laterais como da folhagem em geral.
  • Kali Mist da Serious Seeds, mítica variedade sativa, que se não fosse por este tipo de técnicas, seria praticamente impossível cultivar em interior e que, sob o LST, se cultiva comodamente e com resultados mais do que ótimos.
  • Cum Laude do banco de sementes Positronics. Uma das variedades preferidas do querido Antonio Escohotado, mistura de sativas que resulta numa planta incontrolável se for deixada crescer de maneira livre e que se pode controlar sob a técnica LST.

Em suma, é uma técnica muito prática e fácil de aplicar, que praticamente só oferece vantagens e esperamos que, depois destas linhas, tenham conseguido entender em que consiste, como se aplica e que benefícios se podem obter ao utilizar o LST (Low Stress Training) na hora de realizar cultivos de marijuana.

FAQ sobre LST

O que é o LST?

O LST é uma técnica de cultivo de canábis de baixo stress que se utiliza para redirecionar o crescimento da planta no sentido horizontal, diminuindo a sua altura e anulando a sua estrutura de dominância apical.

Como se faz o LST?

O LST aplica-se dobrando horizontalmente o caule principal da planta para que cresça nesta direção e não se destaque pela sua altura. É possível que não se consiga levar a planta nessa direção de uma só vez, pelo que, diariamente, haverá que ir baixando-a até que chegue ao local desejado. Para que aguente nesta posição, deve ser presa com braçadeiras e cordas não demasiado finas.

Quando começar a fazer LST?

O ideal é começar a aplicar a técnica LST quando as plantas ainda são plântulas e os caules são flexíveis, permitindo moldá-los com facilidade. Ou seja, durante a fase vegetativa.

Quando deixar de fazer LST?

Embora se possa aplicar a técnica LST durante praticamente todo o ciclo vital da planta, não é aconselhável começar na fase de floração pelo risco de partir tanto os ramos como o caule.

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Erik Collado Vidal

Con más de 15 años de experiencia en la industria del cannabis, sus experiencias y aprendizaje son la base del éxito de GB The Green Brand.

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